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Linha de Tiro - 19/04/2018

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

FEDERAL FLAGRA CONDUTOR QUE "COMPROU" CARTEIRA POR R$ 2,8 MIL

O policial federal apreendeu a motocicleta que trafegava ilegalmente

Jeremias tinha documento falso de habilitação e também foi preso

Flagrantes de porte de documento falso ocorreram no último final de semana, nos municípios de Altamira, no sudoeste do Pará, e em Ananindeua, na região metropolitana de Belém (PA). Em um dos casos o condutor não era habilitado e afirmou ter pago quase três mil reais para conseguir a Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

Em Altamira, no quilômetro 625 da rodovia BR-230 (Transamazônica), agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) abordaram uma motocicleta de placa OTA-9050. Durante a fiscalização os policiais descobriram que a condutora não era habilitada e por conta dessa infração ela foi autuada e o veículo retido. Para retirar a motocicleta do pátio da PRF a mulher chamou um condutor supostamente habilitado, identificado como Jeremias Vieira da Silva, de 43 anos. 
 
Ele apresentou sua CNH aos policiais que suspeitaram da autenticidade do documento e após consultas nos sistemas de dados constataram que o registro da habilitação era inválido. Pelo crime de uso de documento falso, Jeremias foi preso e encaminhado para a polícia judiciária para instauração de inquérito policial. Durante entrevista, ele declarou para os policiais que “comprou" a habilitação pelo valor de R$ 2.800,00, na cidade de Altamira, há cerca de oito meses.

Em Ananindeua, no quilômetro quatro da BR-316, motociclistas da PRF abordaram uma van, de placa OTC-6497, conduzida por Jackson de Brito Oliveira. O veículo, que transportava passageiros para o interior do estado, transitava pelo acostamento. Durante averiguações os policiais observaram que haviam indícios de adulteração na CNH apresentada pelo condutor. Por meio de consultas nos sistemas de dados foi constatado que, no campo observações da Carteira, foi inserida ilegalmente a informação de que o condutor era capacitado para realizar transporte de passageiros.

Com a confirmação do flagrante de uso de documento falso, previsto no artigo 304 do Código Penal Brasileiro, o motorista foi preso e encaminhado à delegacia de Polícia Federal aonde foi instaurado inquérito policial para apurar o caso.

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