sábado, 20 de fevereiro de 2016

ESCLARECIMENTO SOBRE O PROGRAMA DA REDE RECORD, MINHA ENTREVISTA, E AS APARIÇÕES EM COLARES

 
 

A Rede Record levou ao ar, na última quinta-feira, dentro de seu programa "Record Investigação", apresentado por Domingos Meirelles, um documentário sobre relatos de aparições de OVNIs no Brasil, experiências de abduzidos por extraterrestres e narrativas de pessoas que, de alguma forma, tiveram contato com pessoas envolvidas nesses fenômenos. Como jornalista que cobriu as aparições na região nordeste do Pará, entre 1977 e 1978, especialmente em Colares, fui um dos entrevistados pelo programa. 

A equipe da Record esteve comigo e gravamos mais de um hora de entrevista. Mostrei alguns documentos e relatei que não poderia falar sobre revelações e anotações, que guardo comigo nesses quase 40 anos do episódio, porque isso fará parte do livro que estou escrevendo. Um livro, para alguns, impacientemente aguardado. 

A equipe da Record entendeu minhas ponderações, sobretudo quando expliquei que, por estar ainda discutindo a publicação do livro - 90% já escrito, com fotos e entrevistas inéditas - com algumas editoras, uma inglesa e outra americana, não poderia adiantar nada que se referisse ao conteúdo da obra. 

O "Record Investigação" que assisti na quinta-feira à noite, editou um trecho dos mais de 60 minutos de gravação da minha entrevista. Foi uma edição convencional, até repetitiva, sobre coisas que já falei em entrevistas à Rede Globo, aos canais fechados History Channel, National Geographic, além de TVs coreanas e japonesas que estiveram em Belém nos últimos seis anos. 

Fico impressionado de ver como as TVs estrangeiras tem fascínio sobre casos que envolvem luzes misteriosas, ETs e situações que mexem com a imaginação humana, levando ao extremo de posições radicais, seja de crença ou de total ceticismo sobre vida em outros planetas. O tema é explosivo e polêmico. Abala convicções científicas e religiosas. Imaginem o senso de pessoas comuns.

"O jornalista Carlos Mendes foi designado para cobrir o que acontecia na cidade. Ele não acreditava em extraterrestres nem em discos voadores, mas mudou de opinião depois do que viu", diz o correto apresentador Domingos Meirelles ao anunciar minha aparição no programa. "Encontrei um cenário caótico, as pessoas estavam em pânico. As luzes desciam do céu, várias luzes, como se houvesse um ataque organizado", digo na entrevista que foi ao ar.

Tudo bem, Domingos Meirelles apenas leu no TP - o equipamento de texto inserido logo acima da câmera que focaliza o apresentador -, o que alguém da produção havia escrito. Ocorre que, antes do trecho editado pela Record, em nenhum momento eu digo que mudei de opinião sobre a existência de extraterrestres.

Todas as minhas dúvidas sobre o assunto permanecem, até porque, ao cobrir os fatos, nada vi, nem luzes, nem extraterrestres - e já está ficando cansativo repetir isso em entrevistas -, mas, como digo, não poderia duvidar, como jornalista, dos mais de 80 relatos de pessoas, jovens e idosos, homens e mulheres, que foram por mim entrevistados naqueles anos e disseram ter visto as luzes, sido atingidos por elas e até de terem tido contato com seres extraterrenos. 

Não tenho o direito, como repórter, de prejulgar opiniões sobre fatos que, muitas vezes, nem a própria ciência consegue explicar, até porque o que hoje é tabu, para a comunidade científica, amanhã é derrubado por nova descoberta, como é próprio da evolução do conhecimento humano. 

Então, para resumir: entendo que a Rede Record forçou a barra e distorceu a verdade sobre minha posição na entrevista. Não "mudei de opinião", como ela diz. Também sequer tenho opinião formada sobre o caso. Aliás, infeliz do sujeito que tem "opinião formada sobre tudo", só para lembrar da frase do "maluco beleza", Raul Seixas. 

Aguardem o livro. Paciência. Ele já era para estar pronto. Caso dependesse apenas de mim. Ainda bem que a pendência com o editor está sendo resolvida.

Vocês não perdem por esperar.

2 comentários:

  1. Não vejo a hora de ler seu livro. O fato de Colares é sem dúvidas, impressionante. Aprecio sua posição neutra disposta a investigar e relatar esses fatos. Acredito que tal como o Coronel Holanda e a Dra. Wellaide sua presença no local foi e ainda será de grande importância para todos nós. Estou no aguardo do livro.

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  2. Parabéns! Moro em Castanhal e assim que sair o livro vou logo adquirir o meu. A verdade um dia vira à tona, precisamos ter informações do que aconteceu de fato na ilha de Colares.

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