quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

ENTIDADE DE EXPORTADORES VAI PROCESSAR DONOS DE NAVIO E DE BOIS QUE AFUNDARAM EM BARCARENA

Caruso aponta prejuízos de empresas da ABEBB  após naufrágio do Haidar


O naufrágio do navio libanês Haidar no porto de Vila do Conde, em Barcarena, no dia 6 de outubro do ano passado, com 5 mil bois vivos, ainda está dando dores de cabeça para muita gente. Agora, além das comunidades prejudicadas, que cobram indenizações por danos sociais e ambientais, a Associação Brasileira dos Exportadores de Bovinos e Bubalinos (ABEBB) também vai exigir judicialmente dos responsáveis pelo navio e pela carga uma vultuosa indenização pelos prejuízos que a entidade alega estar sofrendo.

"A nossa entidade representa 7 e não apenas 4 empresas exportadoras de gado vivo, como a ABEG ( Associação Brasileira das Empresas Exportadoras de Gado)", afirmou ao blog Ver-o-Fato o empresário Adriano Caruso, presidente da ABEBB. Ele narra os prejuízos que outros empresários, com encomendas já acertadas, que viram, de uma hora para outra, importadores estrangeiros cancelarem seus pedidos devido ao naufrágio do navio Haidar. 

Caruso conta que uma dessas empresas ligadas à ABEBB vem obtendo prejuízos não só financeiros como também moral para com seus clientes. "Ela estava em plena operação de embarque para Jordânia no mesmo período do naufrágio, mas o cliente, ao saber do ocorrido, cancelou a compra e principalmente o pagamento", observa. O pior, segundo o empresário, é que os bois que iriam embarcar já haviam sido comprados e  encontravam-se nas EPEs (Estabelecimento Pré-Embarque) da empresa, submetendo a gastos excessivos de alimentação, perda de peso, transporte e manejo.

A ABEBB ressalta também que a responsabilidade deve ser dada diretamente a quem causou a tragédia e também a todos envolvidos que fizeram parte desta operação especificamente. Para a entidade, a responsabilidade é das empresas envolvidas em todo o embarque, que devem, além de se responsabilizar pelo icamento do navio do fundo do rio, independentemente de negociações com as seguradoras, também pagar os prejuízos sofridos por comerciantes e famílias que vivem na região. 

Caruso disse que a CDP vem fazendo sua parte e que, na avaliação da ABEBB, o Porto de Villa do Conde sempre atendeu os embarques dos navios de gado, mesmo porque naufrágio ocorrido em outubro "nunca havia acontecido antes em nenhum lugar do mundo". Assim, no entendimento dele, a CDP não teria como obter um plano de contingência para as especificas embarcações. 

Sobre o plano de contingência exigido da Semas à CDP, o empresário acredita que ele não pode ser feito de uma hora para outra, pois é complexo e necessita de tempo. E diz que a Semas "não age corretamente em paralisar as exportações de gado vivo após a conclusão dos embarques de 50 mil bois, caso não seja entregue o plano". A paralisação das exportações de gado vivo, prossegue Caruso, só aumenta os prejuízos do produtor rural paraense, pois o valor da arroba do boi gordo não vem alcançando o índice de mercado.
 
"O preço do boi gordo está em baixa, quando deveria estar em alta. Em resumo, o produtor rural não consegue pagar suas contas e, pior, fica submetido aos preços estabelecidos pelos frigoríficos locais", afirma o empresário, enfatizando que, com grande parte do agronegócio paralisado no Pará e recuo dos fornecedores de vários produtos, "também sofrem prejuízos os caminhoneiros que transportam bois dentro do Estado".

Ele também é incisivo ao dizer que o governo estadual "deve se posicionar contra os verdadeiros culpados e pedir providências imediatas,  dando "nome aos bois". Caruso acusa o governo de irresponsabilidade ao poupar os verdadeiros culpados. Lembra que o livre comércio não pode ser cerceado, como está sendo, pela proibição de exportação do gado. 
 
Finalmente, critica o fato de o governo, por intermédio da Semas, liberar somente 50 mil bois "usando o argumento equivocado" de que estes 50 mil bois estariam à espera de embarque. Caruso diz que isso não existe. Ele acredita que a Semas não se certificou se de fato existiriam tantos bois para embarque, levantando a possibilidade de ter existido "manobra para convencer a Semas a liberar esta quantidade e ganhar tempo".

10 comentários:

  1. Alguém sabe quem são os membros da ABEBB?

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    1. Antonio bom dia, vc pode se indentificar melhor assim podemos incaminhar as informações que precisa.

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  2. Somente para informação, os 4 membros da ABEG(Associação brasileira dos exportadores de gado), são responsáveis por 98% do gado exportado pelo Brasil.

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    1. Antonio como resposta, não importa as quantidades de negócios das empresas, uma associação não comerciais.

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  3. Quantas cabeças de gado as empresas da ABEBB exportaram em 2015?

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    1. Antonio em resposta, este tipo de informação não faz parte da responsabilidade da associação, por se tratar de interesses comerciais, mas posso adiantar que uma das empresas associadas da ABEBB exportou sozinha, em todo o mundo mais que a quantidade total que o Brasil exportou.

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  4. Se esta dizendo que as empresas da ABEG representa 98%, então representamos 2%, mas estes dois 2% causara milhões de idenização contra uma das empresas da ABEG, exportadora supostamente responsavel por umas das maiores tragédia ambiental em portos no mundo.
    Devido a estes numeros de representar supostamente 98% que foi fundada a ABBEB, afim de que as 7 empresas busquem seus direitos e espaço no mercado, mas indiferente das exportadoras da ABEBB não serem grandes exportadores, não tira o direito de exigirem os seus direitos, mas ainda por serem a maior numeros de empresas a representatividade como associação é maior daquela que obtem menor numero de empresas, portanto a ABEB não representa a maioria e sim a minoria.
    Somente como lembrete, uma das empresas exportadoras da ABEBB é considerada umas das maiores empresas do mundo em exportação de animais vivos, sendo que o numeros de embarques realizados em todo o Brasil não alcança o que a empresa da ABEBB exporta no mundo, obtem uma frota de 4 navios considerados os mais mdernos do mundo, esta no mercado internacional neste seguimento a mais de 50 anos, sendo que no Brasil ainda não alcansamos nem 20 anos, assim a ABEBB obtem muitas informações construtivas em desenvolver crescimento em nosso seguimento para o Brasil.

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  5. Senhor Caruso, vocês empresários são engraçados. Nada dizem uns sobre os outros quando estão ganhando muito dinheiro, mas bastou um do meio de vocês pisar no calo do outro para virar briga feia. Entendo sua posição, mas pensem nas milhares de famílias pobres prejudicadas por essa tal de ABEG que não está nem aí para os prejuízos que o Pará está sofrendo. Se a sua empresa ganhar a ação sugiro que faça uma doação de uma escola, um creche ou coisa semelhante para os coitados de Vila do Conde. Mostre que sua empresa tem responsabilidade social e virei aqui no blog do snehor Carlos Mendes fazer um agradecimento público. Argemiro Fernandes Braga, pequeno produtor rural

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  6. Sr. Argemiro acredite que nossa intenção não esta sendo brigar com ninguém, mas muitas ações que prejudicam não só a população da região do Porto Vila do Conde, mas também o produtor rural, os caminhoneiros, os vaqueiros etc...
    O fato de nossa indignação é quem causa o problema que assuma o mesmo, e, não fiquem criando situações de apontar culpados onde eles mesmo são os culpados.
    Nossa intenção é mostrar a todos a verdade dos fatos, se alguém causa prejuizos a terceiros no modo geral (população, produtor rural, caminhoneiros e etc..), que paguem a conta.
    As pequenas empresas no Brasil sofrem muito para obter um espaço no mercado, por que a minoria que são as grandes, criam o monopólio, assim por isso que fundamos a ABEBB, para fins de lutar contra o monopólio e estratégiacas que beneficiam somente a eles.
    Para nós acredite que não é facil lutar contra o que esta errado, não é facil dar a cara para bater, por isso venho agradecer ao Carlos Mendes por nos dar este espaço, por que até para podermos dizer o que pensamos é difícil.
    Isso chama-se "democracia".
    Pessoas de boas atitudes não critica aqueles que lutam por uma boa causa e sim deve apoiar.
    Se vc citou que 98% das exportações são de responsabilidade das empresas da ABEG, responde onde estão os milhões ganhos.
    Estou a sua disposição para tirar suas dúvidas e detalhar o que está acontecendo, sendo vc um produtor rural, pode também procurar a FAEPA, uma intimidade que defende a classe do produtor rural, a mesma pode também de dar as informações e o ponto de vista em sua defesa.

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  7. sr adriano caruso moro cidade de portel-pa nossa cidade tem condiçao receber um porto alfadegario para vcs exportar seu boi para exterior nosso municipio e estrategio ficar perto de macapa tambem perto de tucurui

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