VER-O-FATO: ENTIDADE DE EXPORTADORES DE GADO COBRA PREJUIZOS E PEDE PUNIÇÃO POR NAUFRÁGIO DE NAVIO

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

ENTIDADE DE EXPORTADORES DE GADO COBRA PREJUIZOS E PEDE PUNIÇÃO POR NAUFRÁGIO DE NAVIO

O naufrágio provocou enormes prejuízos sociais, ambientais e econômicos ao Pará

“Os danos ao produtor rural, à pecuária paraense, ao agronegócio, aos transportadores de gado e fornecedores de produtos relacionados ao segmento foram grandes”. Quem afirma isso, sobre a tragédia social e ambiental que se abateu sobre o município de Barcarena, após o naufrágio do navio Haidar, com 5 mil bois vivos, é a Associação Brasileira de Exportadores de Bovinos e Bubalinos (ABEBB). Segundo a entidade, milhares de negócios deixaram de ser fechados devido ao naufrágio, “prejudicando o livre comércio e o desenvolvimento do Brasil e principalmente no Estado do Pará”.

Em vista disso, como já havia anunciado em entrevista exclusiva ao Ver-o-Fato, semana retrasada, o presidente da ABEBB, Adriano Caruso, a entidade protocolou ontem um ofício na Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), pedindo a punição dos responsáveis pelo naufrágio do navio de bandeira libanesa.  Ela também ingressa com processo judicial, cobrando ressarcimento dos prejuízos sofridos.

A ABEBB exige a punição não apenas da empresa proprietária do navio, como também do armador, do exportador e das agências portuárias envolvidas no embarque. Outro ofício foi protocolado por Caruso na Federação da Agricultura do Estado do Pará (Faepa) solicitando o apoio da entidade para que se posicione em relação ao caso junto a Semas. Mas Caruso não parou por aí: ele foi ao  Ministério Público Federal (MPF), exigindo também a paralisação dos negócios das empresas envolvidas no naufrágio. 
 
De acordo com os ofícios, não existia a quantidade de 50.000 bovinos em espera nos Estabelecimento Pré-embarque (EPE´s) das exportadoras no período do naufrágio. “A solicitação foi feita apenas por uma associação. Acreditamos que foi uma manobra para dar continuidade aos embarques que estavam programados e ganhar tempo, minimizando o grave problema do naufrágio do navio Haidar”, diz Caruso, lembrando que nova liberação, segundo a Semas, só ocorreria após a apresentação do plano de contingência.
 
A entidade dos exportadores salienta que, além do dano ambiental causado e dos prejuízos para a população que vivem nas margens do rio, o acidente prejudicou a as exportações de bovinos vivos no Pará. A ABEBB ressalta que a exportação de gado vivo obedece todas as exigências de segurança, sanitárias e ambientais e exige que as reponsabilidades do naufrágio sejam direcionadas às empresas envolvidas na operação que causou o naufrágio, tais como o armador, o exportador e as agências portuárias, que prestaram serviços e que acompanharam toda a operação.
 
Ela cobra das empresas envolvidas no naufrágio que paguem pelos danos causados. E pede ainda que as empresas envolvidas sejam impedidas de utilizar o Porto Vila do Conde “até que as devidas providências sejam tomadas, na íntegra, principalmente no que se refere ao dano ambiental”.  Segundo Caruso, "não se pode aceitar que todo um setor seja prejudicados pela irresponsabilidade de terceiros, prejudicando o desenvolvimento de um Estado inteiro”.

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