VER-O-FATO: DE TAILÂNDIA PARA BELÉM, DONA FRANCISCA FAZ TRATAMENTO CONTRA O CÂNCER. LEIA O DRAMA DELA

domingo, 7 de fevereiro de 2016

DE TAILÂNDIA PARA BELÉM, DONA FRANCISCA FAZ TRATAMENTO CONTRA O CÂNCER. LEIA O DRAMA DELA


O relato de Reinaldo Araújo sobre o estado dessa ambulância, no final da matéria. Foto, Brena Oliveira
Francisca Irismar Arruda de Lima, de 38 anos, mora em Tailândia e faz tratamento desde 2013 contra o câncer em Belém, no Hospital Ophir Loyola. O programa conhecido por Tratamento Fora do Domicílio (TFD) traz pacientes do interior para a capital, onde eles são atendidos. Alguns municípios alugam residências em Belém, chamadas “casa de apoio” para que os pacientes permaneçam na cidade enquanto durar o tratamento. A hospedagem e a alimentação são custeadas pelos cofres públicos.

Ocorre que a prefeitura de Tailândia não tem “casa de apoio” na capital, embora seja um município com melhor arrecadação e repasse de recursos do que muitos outros, mais pobres, que mantém o serviço em Belém. Assim, um veículo de uma empresa terceirizada pela prefeitura traz os pacientes e os leva de volta no mesmo dia para Tailândia após o tratamento, como acontece no caso de dona Francisca Arruda de Lima. Com metástase no pulmão, na última sexta-feira ela permaneceu das 8 da manhã às 6 da tarde, recebendo o tratamento quimioterápico.

É aí que começa o problema. O motorista que traz Irismar para Belém e a leva de retorno à Tailândia, é grosseiro, mal-educado e impaciente. Ele quer interferir no tratamento, pressionando os pacientes com o argumento de que precisa retornar logo ao município. É useiro e vezeiro na atitude, esquecendo que é pago para aguardar os pacientes até o término das sessões de quimioterapia. Esse comportamento chega à irresponsabilidade. Como ocorreu na sexta-feira. De nome Ernanes, o motorista retornou à Tailândia, deixando dona Francisca sem condução e dinheiro para voltar ao município. Ela estava acompanhada de um filho, Gean Arruda, e teve de receber ajuda de outras pessoas para comprar a passagem e voltar.

“Minha mãe ficou jogada no hospital, sem saber o que fazer. Isso é um total desrespeito com o ser humano e acontece com muitos pacientes que fazem o TFD em Belém. Vá no Ophir Loyola fazer uma reportagem para ver como essas pessoas ficam quando não conseguem retornar para suas cidades”, denuncia Geovane Arruda ao Ver-o-Fato. Ele é filho de dona Francisca e está em Santa Catarina. Ficou revoltado ao saber o que tinha ocorrido com sua genitora.

Segundo Geovane, na hora do transtorno vivido pela mãe, ele tentou falar diretamente com o prefeito Ney da Saúde, por telefone, mas não conseguiu. “Até com a Central de Regulação e Ouvidoria, que é a responsável pelo TFD, também tentei falar, mas os telefones estavam desligados”, relata. Para Geovane, o prefeito de Tailândia sabe o que está acontecendo com esses pacientes que fazem tratamento em Belém, mas “nada faz”.

“Ele (o motorista Ernanes) na outra vez ficou pressionando minha mãe que ainda estava na sala de quimioterapia. Ainda não tinha nem terminado, acho que quisera ele, que ela tirasse o soro e fosse embora. Sei que ele ajuntou com os outros dinheiro, ou seja, fizeram uma "vaquinha" isso foi na outra vez. Ontem (sexta-feira) ele não esperou,. Meu irmão ligou para mulher do prefeito Ney da Saúde para intervir no caso, quando entraram em contato com o motorista. Ele já estava às proximidades da rodovia Alça Viária, ligou para meu irmão pedindo que ele e minha mãe pegassem um transporte coletivo do bairro São Brás, onde fica localizado o Ophir Loyola e fosse para Alça Viária. Minha mãe tinha acabado de sair da sessão de quimioterapia, ela estava baqueada do remédio. E ele queria que ela se locomovesse até onde ele estava, sendo que a responsabilidade era dele esperar minha mãe e meu irmão”, conta Geovane ao blog Ver-o-Fato.

O blog tentou contato com o prefeito Ney da Saúde, mas seu telefone celular estava fora da área de serviço.

Descaso - Outro morador de Tailândia, Reinaldo Araújo, postou em sua página no Facebook, uma foto de uma ambulância do município encarregada de fazer o transporte de pacientes para Belém. O estado do veículo é lástimável. “Observem bem essa foto. Hoje, 07/02, por volta das 8 horas, essa ambulância estava se preparando para levar um paciente para Belém. Preste atenção, ela está com a lanterna de emergência quebrada, o para-choque caindo. Dizem outros curiosos que o paciente estava sendo amarrado para não cair no trajeto. Veja ao lado da porta que a ambulância é da prefeitura de Tailândia. Ninguém merece”, comentou Reinaldo Araújo.

3 comentários:

  1. Tailândia sempre teve problemas com o Tratamento Fora do Domicílio TFD, apesar que vem verbas do Ministério da Saúde, mas quem sofre mesmo são os Pacientes renais. Essa prefeitura sempre tratou esses como vão pra viver volte pra morrer. No tempo do Macarrão tinha pelo menos uma Casa de Apoio na Avenida Gentil, em frente ao Museu Emílio Gorld, mas o Gilbertinho acabou e o atual prefeito da saúde nada fez.

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    1. É mesmo. Eu lembro. O ônibus tinha o nome da prefeitura de Tailândia e do Macarrão. Faz tempo. Nesse TFD do Nei, que Gilbertinho acabou, não existe. Quem viaja nesse ônibus, volta pior que vai. É um total descaso com a saúde dos nossos velhinhos.

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    2. Por que eles não compram um ônibus. Será que o dinheiro da saúde só serve pra enriquecer dono de farmácia

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