VER-O-FATO: BOCA NO TROMBONE - a coluna do blog

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

BOCA NO TROMBONE - a coluna do blog

Incomunicáveis (1)

Afastadas do Tribunal de Justiça do Pará por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que acolheu recurso do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), as desembargadoras Vera Araújo e Marneide Merabet entraram numa espécie de silêncio obsequioso. Ambas, incomunicáveis, foram aconselhadas a ficarem caladas para não complicar ainda mais a situação em que se encontram no CNJ.

Incomunicáveis (2)

Para as duas, a esperança de  absolvição - elas foram acusadas de bloquear R$ 2,3 bilhões no Banco do Brasil em favor do "laranja" de uma quadrilha - está no julgamento do mérito do processo administrativo disciplinar, o famoso PAD, que tramita no CNJ. Se perderem, no que alguns de seus colegas do desembargo admitem grande possibilidade, serão afastadas definitivamente do cargo.

Reclamação

A juíza da comarca de Marapanim está segurando há mais de três meses o recurso da prefeita afastada do município Edilene Rebelo. O recurso é para ela voltar ao cargo. Quem fez o requerimento para tirar a prefeita do cargo foi o vereador  Paulo Merabet, marido da desembargadora afastada Marneide Merabet. Bocas de matildes e de policarpos em Marapanim dizem que isso não é mera coincidência. 

Desesperado

Quem conhece as mumunhas políticas de Parauapebas não tem nenhuma dúvida: Gilmar Nascimento, advogado e ex-chefe de gabinete do prefeito do município, "Valmir da Integral", é quem vai derrotar o sonho do prefeito em se reeleger. E o próprio Valmir já sabe disso. Para seu desespero.

Nitroglicerina

O prefeito perdeu o sono porque Nascimento escreveu e entregou a Valmir uma carta que é o retrato cuspido e escarrado da corrupção em Parauapebas. O blog Ver-o-Fato teve acesso às mais de quinze laudas da tal carta, que é uma mistura singela de nitroglicerina com plutônio. 

Quem vendeu?

O protesto de 600 famílias despejadas por ação judicial de reintegração de posse da empresa Vale, em Canaã dos Carajás, levantou uma questão que ainda vai dar muito rolo. A primeira questão é: quem vendeu essas terras para a Vale? A segunda: eram terras públicas ou privadas? A coluna aguarda as respostas dos habilitados.

Paravra cruel

O prefeito de Belém, Zenaldo Coutinho, perdeu o chão e não sabe mais em quem se segurar para tentar o segundo mandato consecutivo. O deputado Eder Mauro usou três letras e um acento para dizer se aceitaria apoiar o tucano: não. O cacique do PSD, Helenilson Pontes, ficou desconsolado.

Alma na urna

Restou, para Zenaldo, correr agora em busca de  uma coligação com partidos menores. Mas a facada será grande. Um dirigente partidário, brincando, disse à coluna que pedirá a "alma" do prefeito para marchar com ele em busca da reeleição. Católico fervoroso, resta saber se Zenaldo aceitará a proposta. 

Basta de abuso

O Ministério Público Eleitoral (MPE) não está morto, como imaginam alguns candidatos a prefeito e vereador empenhados em antecipar campanha fora do prazo previsto em lei. Programas de rádio e TV, além de outdoors, estão na mira dos promotores em todo o Estado. Tem gente que já pode ser cassada antes de lançar a candidatura. 

Ameaçados

A organização internacional de direitos humanos Artigo 19 está apurando violações à liberdade de expressão no Pará. O relatório de 2015 está na reta final e trata de casos que envolvem  comunicadores e defensores de direitos humanos envolvidos em tentativas de assassinatos, ameaças, torturas, agressões, etc.

Bunge na parada

Um dos casos levantados pela ONG trata de ameaças ao repórter fotográfico Herlon Peres Oliveira, que prestava serviço à RBA, afiliada da Band no Pará.  Herlon foi agredido e ameaçado de morte em Barcarena, no dia 11 de junho do ano passado, após matérias denunciando a empresa multinacioal Bunge por poluição ambiental e dano a comunidades ribeirinhas terem ido ao ar. 


Vai julgar?
 
Leitora do blog e com um Agravo de instrumento nº 2014/30279055, tramitando no Tribunal de Justiça do Estado, Maria Natalina Ramos Adami pede que a desembargadora Célia Regina Pinheiro julgue seu recurso. Ela diz estar "desesperada".

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