VER-O-FATO: A PM A SERVIÇO DO GRILEIRO E A DENÚNCIA DO PROMOTOR

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

A PM A SERVIÇO DO GRILEIRO E A DENÚNCIA DO PROMOTOR

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A corregedoria da Polícia Federal no Pará, em 2005, apresentou ofício ao promotor Armando Brasil Teixeira, denunciando que homens da Polícia Militar estariam fazendo segurança particular de áreas na Terra do Meio, intimidando e ameaçando moradores da região. As terras supostamente pertenciam a CR Almeida, do empresário Cecílio do Rego Almeida, já falecido, mas seus registros já foram anulados pela Justiça Federal, julgando o caso que ficou conhecido como a "maior grilagem do mundo".    

Escrevi muitas matérias sobre o caso para o jornal "O Estado de São Paulo". A Comissão Pastoral da Terra (CPT) de Altamira mandou para mim as informações, apontando que dez famílias de agricultores e ribeirinhos que vivem há mais de 20 anos ao longo do Rio Xingu, no trecho entre a boca do igarapé Estragado e a boca do Igarapé Piracuí, na Terra do Meio haviam sido expulsas por policiais militares e homens fortemente armados que rondavam a região em embarcações. A ação dos PMs foi realizada sem a apresentação de qualquer mandado judicial.


"Desde agosto do ano passado e por três vezes consecutivas, homens que estariam a serviço da empresa Incenxil, pertencente ao grupo CR Almeida, segundo as famílias expulsas, vem derrubando e queimando as casas onde elas moram. Os mais prejudicados são moradores do Morro do Severá, Estragado, Ressaca e Caxinguba. Nas áreas conhecidas por Rio Pardo e Rio Novo, os militares montaram uma espécie de cinturão contra os ribeirinhos. Ninguém passa pelo local sem antes ser revistado, inclusive as embarcações", dizia a matéria publicada pela Agência Estado.


A CR Almeida alegava ser dona das terras e de tê-las comprado durante um leilão promovido pelo Banco do Estado do Pará (Banpará). A CPT argumenta que a área estava sub júdice e acusa a empresa de promover a grilagem na região. A denúncia oferecida ontem pelo promotor militar Armando Brasil contra os 7 PMs envolvidos na ação terá seu curso desenrolado na Justiça Militar, com os depoimentos dos acusados. 

Veja a matéria publicada à época pelo Estadão, além de outra matéria, em maior espaço, sobre a determinação, pela Justiça Federal, de desocupação da área pela empresa de Cecílio Almeida. 

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