VER-O-FATO: MADEIRA ILEGAL, PRISÕES E MULTA DE R$ 1,5 MILHÃO, EM DOM ELISEU

sábado, 2 de janeiro de 2016

MADEIRA ILEGAL, PRISÕES E MULTA DE R$ 1,5 MILHÃO, EM DOM ELISEU

Os agentes federais destruíram 17 fornos de carvão envolvidos nos crimes ambientais

O policial federal mede a tora de madeira apreendida em uma das serrarias autuadas

Vinte caminhões apreendidos que transportavam 500 metros cúbicos de madeira ilegal, 22 pessoas detidas pela prática de 24 crimes ambientais, além de 5 serrarias fechadas e 17 fornos de carvão destruídos17. Este foi o saldo da operação "Para Bellum", de enfrentamento aos crimes ambientais no Pará, desencadeada entre os dias 18 e 30 de dezembro passado pela Polícia Rodoviária Federal em conjunto com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), no município de Dom Eliseu, região nordeste do Estado. Armas de fogo e drogas também foram apreendidas pelos agentes federais. 
Segundo levantamento da PRF, a operação objetivou o combate ao crime organizado que financia a exploração irregular de madeira e seus subprodutos. Dela participaram 70 agentes de equipes especializadas da PRF como monitores do Grupo de Enfrentamento aos Crimes Ambientais (Gecam) , Divisão de Combate ao Crime (DCC), 36 agentes da PRF integrantes da Força de Choque, além de atuação dos agentes da inteligência da PRF e quatro fiscais do Ibama. Vale lembrar que em Dom Eliseu, no dia 9 de dezembro, populares iniciaram uma série de vandalismos  pela cidade, protestando contra a ação de combate aos crimes ambientais.
Os manifestantes  atearam fogo em um dos caminhões madeireiros apreendidos,  como também atentaram contra a integridade dos agentes da PRF e fiscais do Ibama que estavam trabalhando no local. Após terem incendiado a Câmara Municipal de Dom Eliseu, ameaçaram atear fogo na prefeitura e no posto da PRF, tendo sido necessário solicitar reforço de efetivo da PRF no estado do Maranhão e da Polícia Militar. "Esses atos represália que tinham a intenção de intimidar o trabalho de combate aos crimes ambientais que a PRF tem realizado nos últimos anos, motivaram a antecipação da realização de uma operação mais intensiva na região", diz o órgão em nota enviada ao blog Ver-o-Fato.

Os crimes ambientais mais comuns encontrados nesta região, ainda de acordo com o órgão, são empresas clandestinas que serram madeira acobertadas por empresas fantasmas que vendem apenas o documento para legalizá-la. Essa ação é popularmente conhecido como "esquentar " o tranporte de madeira. Também há empresas que possuem crédito florestal para determinada espécie, mas na realidade trabalham com outras não autorizadas. Por esse motivo, a maioria dos caminhões apreendidos nas rodovias federais, apesar de possuírem guia florestal para o transporte, estão transportando espécies diferentes da autorizada no documento.

"Recentemente foi publicado um estudo sobre o resultado operacional de fiscalização ambiental pela Polícia Militar do Estado de São Paulo  e constatado que a PRF é a instituição que mais apreende madeira e prende traficantes de animais no cenário nacional. Alinhados com o compromisso do Brasil junto aos demais países das nações unidas sobre as metas de redução de gases poluentes durante os próximos anos, a PRF figura como componente fundamental nessa atividade de fiscalização especializada", salienta. Toda a  madeira ilegal apreendida foi doada para a prefeitura de Marabá e prefeituras de municípios do estado de Tocantins: Sítio Novo, Maurilândia , São Miguel, Carrasco Bonito, Axixá e São Bento, que as utilizaram em obras públicas.
As empresas madeireiras autuadas por crime ambiental vão ter de pagar multas que, no total da operação, alcançam R$ 1,5 milhão.

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