Linha de Tiro - Gilberto Valente

domingo, 17 de janeiro de 2016

HELDER RECEBEU 3 VEZES MAIS QUE JATENE DE EMPRESAS DA LAVA JATO

Editor do jornal de Helder  escamoteou os fatos e detonou Jatene. É o jornalismo parcial em ação

Trazido a peso de ouro por Jader Filho para comandar a redação do "Diário do Pará", o ex-editor da revista nacional de fofocas "Contigo", Klester Cavalcanti, assina e edita a matéria de capa do jornal dos Barbalho deste domingo, mostrando que o governador Simão Jatene recebeu R$ 2,1 milhões de seis empresas envolvidas na "Lava Jato", o escândalo que há mais de um ano rouba o sono dos poderosos da República. O dinheiro foi repassado pelas empresas para a campanha eleitoral de 2014, em que Jatene se reelegeu para governar o Estado pela terceira vez. 

Até aí, tudo bem. Klester Cavalcanti fez o que mandam - e até o que nem mandam, só para mostrar serviço a seus patrões -, produzindo matéria para detonar mais uma vez Jatene. Que, aliás, cai pelas tabelas em qualquer pesquisa que se faça de avaliação de seu até agora pífio governo. A questão, porém, é que o jornalismo de encomenda e parcial do chefão do "Diário" bateu pesado no governador, mas deixou em maus lençóis o ex-candidato a governador da casa, o hoje ministro dos Portos, Helder Barbalho, derrotado por Jatene na eleição. 

O Ver-o-Fato, seguiu a pista de Klester para investigar as contas de campanha eleitoral de Jatene, mas o que descobriu, sem nenhum esforço - até porque os documentos estão disponíveis na Internet - é que Helder Barbalho recebeu muito mais recursos das mesmas empreiteiras rés do Petrolão que doaram dinheiro à campanha de Jatene. Para ser mais exato, Helder recebeu R$ 5,8 milhões de empresas atoladas até o pescoço na Lava Jato. 

Quase três vezes mais do que Jatene. Uma conta que Klester jamais faria, nem revelaria, caso quisesse fazer bom jornalismo, porque seria demitido sumariamente do "Diário". 

Vamos aos números de Helder e de Jatene, para que os leitores do blog vejam e sintam que, nessa história de atraso político em que vive o Pará e do mau jornalismo hoje feito na nossa grande imprensa, não há santos nem demônios, mocinhos ou vilões. O que determina isso é o momento em que os litigantes políticos partem para o confronto.  Hora em que são movidos mais pela atração do que pela repulsão, já que possuem semelhanças de caráter,

Simão Jatene, segundo levantamento do "Diário" no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), recebeu R$ 500 mil da JBS Alimentos ( Friboi); R$ 400 mil da Construtora OAS; R$ 420 mil da Tiísa Infraestrutura; R$ 225 mil da Construtora Queiroz Galvão; R$ 560 mil da Braskem Petroquímica; e singelos, para não dizer suspeitos, míseros R$ 1.075 da Construtora Norberto Odebrecht. Total: R$ 2.106.075,00

Já Helder Barbalho, na pesquisa do blog no mesmo site do TSE, recebeu os seguintes valores: R$ 900 mil da Construtora Andrade Gutierrez; R$ 1 milhão da Braskem; R$ 2 milhões,175 mil da JBS (Friboi); R$ 1,2 milhão da Norberto Odebrecht; e R$ 530 mil da Construtora Queiroz Galvão. Total: R$ 5. 805.000,00. 

Esses são os fatos, senhoras e senhores. Cruéis - para Helder -, mas fatos. Só Klester Cavalcanti irá brigar contra eles. Se puder. Ou mandarem.

Tirem suas próprias conclusões sobre as verdades e mentiras que os poderosos Helder e Jatene falam um sobre o outro. 

A verdade, como se vê, está com ambos. Pelo menos nas doações recebidas de empresas atoladas na corrupção da Lava Jato.
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Um comentário:

  1. Perfeito Carlos Mendes assim você merece nosso respeito.
    A política sem escrúpulo é uma política pobre e sem respeito ao povo.
    Pobre Pará, pobre política.

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