sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

BASA-CAPAF, ESPAÇO DE CONVIVÊNCIA E LAZER


Francisco Sidou - jornalista

As primeiras ações de Marivaldo Melo como presidente do Banco da Amazônia revelam disposição em buscar o entendimento com atitudes positivas que têm tido boa repercussão junto à comunidade bancreveana. Sinaliza que ele veio com a missão de construir pontes ao invés de erigir novos muros. Foi assim, por exemplo, quando determinou o pagamento dos benefícios de aposentados e pensionistas na mesma data dos servidores em atividade. Em tese, isso seria absolutamente normal em situações normais.

Mas, na prática, isso não vinha ocorrendo há mais de quatro anos e por motivação menor. Quando da implantação meio "à fórceps" dos novos Planos Saldados (salgados) da CAPAF , em 2011/2012 , houve muita resistência ao "modus faciendi" de convencimento utilizado pelos agentes do patrocinador e da milionária consultoria internacional contratada, a peso de ouro, para essa missão. Os aposentados e pensionistas sofreram assédio moral explícito e até telefonemas assustadores para suas residências, em horários de almoço, ameaçando familiares quanto a possibilidade de perderem seus benefícios caso não "aderissem " aos novos planos, mesmo renunciando a históricos direitos adquiridos.

Note-se que os aposentados e pensionistas são pessoas com mais de 60 anos, na fase outonal da vida, após dedicarem sua força laboral, alguns por mais de 30 anos, ao Banco da Amazônia, contribuindo decisivamente para seu crescimento e expansão. As lideranças dos aposentados e pensionistas, representadas pelos dirigentes da AABA (Associação dos Aposentados ) e os conselheiros eleitos para os Conselhos da CAPAF reagiram a esse processo autoritário e passaram a esclarecer os colegas sobre a natureza dos novos planos e sobre suas possíveis perdas em caso de adesão.

Um artigo de minha autoria, com o título "S.O.S CAPAF", publicado em "O Liberal" e depois reproduzido nos sites da AEBA , do Sindicato dos Bancários do Maranhão e nos blogs "O Mocorongo" e "Espaço Aberto" , escancarou para a sociedade os meandros da Questão CAPAF e os equívocos praticados nas várias e frustradas tentativas de sua solução na base da prepotência no estilo do Plano Collor, com apenas uma bala na agulha.

Como retaliação, tentaram cassar por três vezes o mandato deste jornalista e representante eleito no Conselho Deliberativo da CAPAF, além de promoverem uma ação de despejo da AABA das instalações que vinha ocupando há mais de 20 anos no quintal do prédio da entidade, onde funcionava um espaço de convivência e lazer.

As motivações alegadas seriam de ordem administrativa, por necessidade dos serviços, mas decorridos mais de dois anos, as instalações antes ocupadas pela AABA continuam ociosas e servindo apenas de depósitos para materiais inservíveis.

Enquanto isso, os aposentados e pensionistas, que perderam sua referência como espaço de convivência e lazer, perambulam pelos corredores do prédio da CAPAF e do posto do Basa, em busca de "novidades" ou de um simples bate-papo com algum colega sobrevivente para rememorar seus feitos e "causos" que ainda conseguem lembrar. Isso faz bem à sua saúde, pois evita a depressão provocada pela solidão, notadamente daqueles que moram sozinhos, por já terem perdido também a convivência com seus familiares.

Outro fato relevante que conspira a favor desse pleito é ocorrência de dois assaltos ao PAB-CAPAF, em dias de pagamento. Quando funcionava ali o Espaço dos Aposentados a ação dos meliantes era dificultada pela circulação de pessoas (aposentados, pensionistas e seus dependentes/procuradores) nos corredores que levam ao Posto do Basa.

Em nome desses colegas (aposentados e pensionistas) , alguns já bastante fragilizados pelos achaques próprios da idade avançada, ouso apelar ao presidente Marivaldo Melo que mande reestudar a possibilidade de ser reaberto um Espaço de Convivência e Lazer para os aposentados e pensionistas nas antigas instalações ocupadas por mais de 20 anos pela AABA, nos fundos do prédio da CAPAF.

Será um gesto de nobreza, que será muito bem recebido e terá grande repercussão, inclusive pelo seu alto significado em termos sociais e de distensão no relacionamento com antigos e dedicados colaboradores do Banco da Amazônia, instituição a que se orgulham de ter servido.

Francisco Sidou é jornalista e aposentado do Banco da Amazônia

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