domingo, 13 de dezembro de 2015

ALEPA RESSUSCITA APOSENTADORIA DE ZENALDO: 25 MIL POR MÊS

 
O mais novo aposentado na praça - acredite quem quiser - é o prefeito de Belém, Zenaldo Coutinho (PSDB), que hoje, pelo conjunto administrativo da obra, conseguiu superar Duciomar Costa, arrebatando-lhe o título de pior prefeito que a cidade já teve. Às vésperas de a cidade completar 400 anos e sem nada a oferecer aos munícipes, Zenaldo, pelo menos, pode dizer aos moradores desta capital que ganhou um prêmio da Assembleia Legislativa, onde exerceu curto mandato de deputado estadual.

O prêmio, misto de bizarro e patético, é uma aposentadoria de R$ 25 mil por mês, segundo decisão tomada pela Mesa Diretora da Alepa e publicada na edição da última sexta-feira, 11, do Diário Oficial do Estado (DOE). O ato da Mesa, de número 345/2015, justifica com uma gambiarra jurídica o motivo do pagamento dessa aposentadoria a Zenaldo. O pagamento soa como um bofete na cara de quem trabalha por 35 anos, todos os dias, de sol a sol, sem merecer dos legisladores um benefício justo, como os pagos pela Previdência Social.

Mas Zenaldo não é um trabalhador comum. Ele foi deputado, continuou a contribuir por 20 anos, mesmo depois que o benefício foi suspenso, em razão da extinção do Instituto de Previdência da Assembleia Legislativa ( Ipalep), e agora terá o prêmio que merece. E a lei? Ora a lei. Ela que se dane. A procuradoria geral da Alepa deu um jeito e restabeleceu o pagamento da aposentadoria de Zenaldo pelo Plano de Seguridade Social dos Parlamentares. Pronto, resolvido o problema.

O presidente Márcio Miranda, a primeira secretária, Ana Cunha, e o segundo secretário, Chicão, carimbaram com suas assinaturas o benefício em favor de Zenaldo, que com os R$ 18 mil que recebe como prefeito, terá R$ 43 mil na conta todo mês. Como na foto em que aparecem rindo, aí em cima, Zenaldo e Jatene, tucanos de carteirinha, devem comemorar com uma churrascada no Natal a aposentadoria do prefeito.

E aí, quem se atreve a dizer que isso é ilegal? Juristas ouvidos pelo blog garantem que, à primeira vista, trata-se de uma imoralidade. Um escárnio aos cofres públicos.

Com a palavra, o douto Ministério Público.

3 comentários:

  1. Ele pode e como pode.Enquanto que em Mosqueiro,muita gente vive as escuras.

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  2. Enquanto isso o presidente da Câmara Municipal de Belém retirou dos funcionários com mais de 30 anos de contribuição o abono de permanência alegando não ter dinheiro para pagar. Mas aprovaram o décimo terceiro para eles, vereadores. Quer dizer, para eles (políticos) tudo pode. Aff!

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  3. Que bom que o Estado reconheceu o grande trabalho c
    omo gestor publico desse homem. O zenaldo merece.

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