terça-feira, 10 de novembro de 2015

HONRADO BOMBEIRO

 
 
 
Certa vez, alguém perguntou ao redator do Ver-o-Fato o que ele gostaria de ser não fosse jornalista. A resposta foi rápida: bombeiro. De fato, é uma profissão além da profissão, um sacerdócio de vida. Ou seja, é doar sua vida, voluntariamente, para salvar a vida de seu próximo, aquele que necessita ser salvo em uma situação de perigo iminente. 
 
Ao ver as fotos de Douglas Magno, da Agência France Press, no resgate de uma cadela do lamaçal de Mariana (MG), local da tragédia que se abateu sobre a região com o rompimento da barragem de uma empresa ligada à Vale, destaca-se o trabalho dos bombeiros em buscar resgatar corpos de 25 vidas humanas e outras formas de vida animal.
 
Bombeiro é aquele que dá a mesma importância à vida ao livrar um ser humano preso nas ferragens de um veículo acidentado, alguém cercado pelo fogo dentro da residência, ou que pede socorro do alto de um prédio em chamas. Até mesmo um gato aflito em cima de uma árvore, um cavalo que caiu dentro do poço, ou um cão atropelado na rua.

Ser bombeiro é ter a fé que a sua recompensa pelo seu valoroso serviço virá pelo sorriso de uma pessoa aliviada de sua aflição, do olhar doce daquele que acaba de ser salvo de um acidente ou de um desastre ou apenas pelo simples, mas significativo, "obrigado" daquele que foi resgatado do meio da morte, para retornar à vida.

Um bombeiro não tem medo da morte, pois de lutar com ela vem o seu sustento. Ele sabe que tem hora para sair de casa para exercer seu dom, de salvar vidas, mas nunca tem certeza que irá voltar para o seu lar, são e salvo.

Ele doa a sua vida pela vida do seu próximo. Existe honra maior do que está? Provavelmente, não. É desta honra que sua alma é nutrida, pois sem ela de nada vale a sua existência.

Ah, como o redator do Ver-o-Fato gostaria de ter sido bombeiro, não fosse jornalista. Uma profissão que também, se exercida com honra, pode salvar vidas.

Nenhum comentário:

Postar um comentário