quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Falida, saúde pública de Belém pede socorro e recebe ajuda, para o Círio de Nazaré, da Força Nacional do SUS

Criada, em novembro de 2011, para agir no atendimento às vítimas de desastres naturais, calamidades públicas ou situações de risco epidemiológico e desassistência quando for superada a capacidade de resposta do estado ou município, a Força Nacional do Sistema Único de Saúde vai atuar em Belém, entre os dias 8 e 13 de outubro, para assistir a população durante as festividades do Círio de Nazaré. Essa é a prova da falência da saúde em Belém no governo do PSDB, que chegou ao fundo do poço.

Em release enviado ao Ver-o-Fato, o Ministério da Saúde, órgão do governo federal, informa que a Força Nacional do SUS já participou de 30 missões de apoio em caso de desastres naturais, "na gestão de grandes eventos, desassistência e tragédias". Durante os seis dias, no Armazém 10 da Companhia das Docas, funcionará um Hospital de Campanha para atender os romeiros que por ventura tiverem algum problema de saúde, durante o Círio, que deve reunir cerca de 2 milhões de fiéis. 

O hospital improvisado chega a Belém a pedido do governo do Pará e da prefeitura de Belém. Durante este período serão montadas quatro tendas infláveis aparelhadas com equipamentos médicos e hospitalares, como maca, eletrocardiógrafo, monitores, além de gerador e ar-condicionado. Cada tenda mede seis metros de largura por oito de cumprimento e quase três metros de altura.

A estrutura do Hospital de Campanha funcionará como um Posto Médico Avançado. Nele será possível realizar o diagnóstico e atendimentos de emergência. Os casos mais graves deverão ser encaminhados para um dos hospitais que integram a rede de saúde na capital paraense. Essa estrutura contará com insumos, medicamentos, materiais médicos e necessidades logísticas fornecidas pela Secretária Estadual de Saúde do Pará, e terá como objetivo suprir o aumento da demanda por atendimento após o incêndio do Pronto-Socorro Mário Pinotti, um dos maiores do município, no mês de julho. 

Cerca de 50 profissionais da rede local de saúde devem realizar o atendimento na estrutura de saúde montada pelo Ministério da Saúde, com apoio de duas equipes de profissionais voluntários da FN-SUS, disponibilizadas pelo Grupo Hospitalar Conceição e pela Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre.
O Ministério da Saúde possui, ainda, laboratórios móveis para análise da qualidade da água, telefones via satélite, mobiliário, equipamentos e nove tendas infláveis para configuração de até dois Hospitais de Campanha com leito intensivo. Possui também estoque adicional de ampolas de soro para uso em acidentes com animais peçonhentos e kits de diagnóstico para leptospirose.
Saiu o decreto de calamidade? 

Para que a Força Nacional do SUS seja acionada, "o município ou o estado deve decretar situação de emergência, calamidade ou desassistência, solicitando o apoio do Ministério da Saúde". Com isso, é deslocada uma equipe para a chamada missão exploratória, quando profissionais vão até o local para fazer um diagnóstico da rede de saúde e verificar a necessidade de apoio em relação a equipamentos, insumos e profissionais de saúde.

Não se viu, na imprensa local, nem se tomou conhecimento, pelo Diário Oficial do Estado ou do Município, de qualquer decreto de situação de emergência, calamidade ou desassistência, para que o pedido de socorro fosse enviado ao Ministério da Saúde. Talvez nem precisasse, pois  a calamidade na saúde da capital, e do próprio Estado, salta aos olhos de qualquer mortal, doente ou não.

De qualquer maneira, os romeiros que acompanharão o Círio agradecem penhorados. Algumas centenas vão precisar, e muito, de primeiros socorros.     



Nenhum comentário:

Postar um comentário