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Linha de Tiro - 12/04/2018

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

DE VOLTA PARA O FUTURO, SEM BRT EM BELÉM

A novela para a implantação do BRT de Icoaraci a Belém, ao longo de 13 quilômetros da avenida Augusto Montenegro, parece incluir no roteiro uma caveira de burro enterrada. Prevista para durar 18 meses e beneficiar 512 mil pessoas, a obra, inicialmente orçada em R$ 300 milhões - fora os aditivos que virão -, se arrasta sofregamente, provocando transtornos para motoristas e passageiros. 
 
Belém está a pouco mais de dois meses para  completar 400 anos, mas não se vê uma obra do prefeito Zenaldo Coutinho que seja digna da cidade e daqueles que pagam seus impostos. A todo instante, porém, o marketing da prefeitura vende um peixe que não existe. Sorridentes, como se tirassem sarro com a população, apresentadores surgem num comercial da prefeitura dizendo que tudo está indo às mil maravilhas e que Belém terá a maior obra de sua existência.
 
Caso semelhante ocorre na avenida Almirante Barroso, onde uma pista exclusiva, que seria do BRT, serve para poucos ônibus de uma tal "linha expressa", enquanto nas pistas laterais os engarramentos monstruosos se sucedem, principalmente no começo da manhã e final da tarde. Na verdade, a atual pista do BRT, por onde circulam ônibus velhos e poluidores, transformou-se num palco de horrores, com mortes violentas e atropelamentos de ciclistas e motociclistas que chocam a população.

Parte do dinheiro da obra, cerca de R$ 10 milhões, foi literalmente jogada fora. Ou abandonada, como no caso dos abrigos que serviriam para os passageiros. Estão enferrujando em uma matagal na avenida Augusto Montenegro. Um crime contra os cofres públicos. 
 
Quem vai pagar por isto? 
 

2 comentários:

  1. Se ele viajar para o passado, vai encontrar uma situação muito melhor com as carroças :D

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  2. Como sempre, parte da grana que poderia ser investida, foi parar nos cofres dos políticos...

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