sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Ministro Levy recusa nomeação de Marivaldo no Basa e abre crise com senadores da Amazônia


Na semana passada, o blog Ver-o-Fato divulgou em primeira mão - sem que nenhum jornal de Belém se atrevesse a desmentir, porque nenhum deles sabia da informação - que o atual diretor do Banco da Amazônia (Basa) no estado do Tocantins, Marivaldo Melo, havia sido indicado por um grupo de senadores da bancada amazônica para assumir a presidência do banco em substituição a Valmir Rossi. O padrinho dessa nomeação é o vice-presidente da República, Michel Temer.

Pois a nomeação ainda não saiu porque o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, está segurando o nome de Marivaldo Melo para a presidência do Basa, reivindicando a indicação de outra pessoa de sua confiança, de preferência, funcionário do Banco do Brasil, cujo nome não foi divulgado. A informação da interferência de Levy nessa nomeação é do jornal "A Tribuna", do Acre. De acordo com o jornal, a postura do ministro revoltou o grupo de 12 senadores, coordenado pelo amazonense Omar Aziz (PSD-AM), que já procuraram o vice-presidente Michel Temer, que havia lhes oferecido o cargo.


Segundo o senador acreano Sérgio Petecão, responsável direto pela indicação de Marivaldo Melo, os senadores firmaram posição a respeito da indicação e não aceitaram negociar. O ministro Levy teria proposto acolher Marivaldo em qualquer diretoria do Basa, mas o senador Omar Aziz preferiu devolver a indicação para o vice-presidente da República e não admitiu essa acomodação. 

Pressionado, Michel Temer teria levado o caso a presidente Dilma, que prometeu resolver a questão nos próximos dias. Marivaldo Melo tem, além do respaldo político, o apoio unânime de todos os servidores da instituição, por se tratar da primeira vez que um funcionário de carreira do banco poderia assumir a presidência da instituição. 

Ele também conquistou o apoio de entidades empresariais de todos os estados, por ter extensa carreira no Acre, Amazonas, Rondônia e Tocantins. "A crise política desencadeada pela recusa na nomeação pose provocar  problemas para o governo no Senado. 

"A posição do ministro Joaquim Levy  já foi abalada pelo rebaixamento da nota soberana do Brasil na avaliação da empresa S&P e resta saber se ele conseguirá manter o veto aos interesses dos senadores", diz o jornal.

                              Levy quer botar um apadrinhado dele no Basa, mas do Banco do Brasil

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