VER-O-FATO: Mário Couto pode assinar ficha de filiação ao PMDB. Tudo abonado por Jader.

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Mário Couto pode assinar ficha de filiação ao PMDB. Tudo abonado por Jader.

Quem conhece como funciona a política no Pará - onde amigos e aliados partidários rompem uns com os outros, muita vezes atacando-se ferozmente na mídia impressa, radiofônica e televisiva, tornando-se inimigos, para mais adiante reatarem a amizade e lá na frente voltarem a brigar - não vai estranhar a informação a qual o blog teve acesso.

O ex-senador Mário Couto, que recentemente saiu do PSDB, após humilhante derrota eleitoral para voltar a Brasília, soltando os cachorros sobre o governador Simão Jatene, a quem acusa de traidor - e outras pejorações aqui impublicáveis em respeito aos nossos leitores - poderá assinar a ficha de filiação partidária ao PMDB, de seu ex-quase-futuro inimigo Jader Barbalho.

Couto já fez aproximação com o filho de Jader, o atual ministro da Pesca e Aquicultura, Helder Barbalho, e seu ingresso no PMDB, com a ficha de filiação abonada por Jader, só depende de alguns ajustes finais. Helder dorme e sonha em ser governador em 2018 e não vê o menor problema em ter o ex-senador tucano em seu palanque. 

O ex-senador, por sua vez, já disse a interlocutores que não terá nenhum problema de vestir a camisa peemedebista, enquanto Jader, de couro duro e curtido de tanto receber bordoadas, além de estômago treinado na arte de engolir sapos, também está disposto a passar uma borracha no passado e abraçar quem tanto o atacou.

O ex-deputado Gerson Peres, velha raposa da antiga Arena, PDS e hoje no PP, cunhou a frase que define muito bem a política regional: "no Pará, eu só ainda não vi boi voar".  Couto já defendeu Jatene com unhas e dentes, assim como Almir Gabriel, o ex-governador tucano já falecido. De Jader e da família Barbalho, ele falou coisas tão cabeludas que daria para o Pará entrar na pauta mundial de exportação de perucas.

E assim caminha a humanidade política na terra do açaí. Entre tapas e beijos, ódio e amor, de acordo com suas conveniências. Tudo, é claro, em nome do poder. Ingênuo é o eleitor, que ainda briga, morre e mata, durante as campanhas eleitorais, defendendo tais caciques.   


                               Couto já teve encontro com Helder e pode assinar a ficha.
                              Jader: pronto para abonar a filiação do antigo inimigo

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