terça-feira, 15 de setembro de 2015

Corrupção desvia R$ 200 bilhões, por ano, no Brasil, diz coordenador da Lava Jato

Num momento em que o governo da presidente Dilma Rousseff tenta aprovar um novo pacote de ajuste fiscal a fim de fechar o rombo em suas contas públicas, o procurador da República Deltan Dallagnol, chefe da força-tarefa do Ministério Público Federal na Operação Lava Jato, disse que os recursos desviados em esquema de corrupção no Brasil desviam dos cofres públicos algo em torno de R$ 200 bilhões por ano.

Em exposição realizada na manhã desta terça-feira, 15, no lançamento das 10 medidas contra a corrupção, ele disse que em um ano de Lava Jato já foram denunciadas mais de 150 pessoas, fechados mais de 28 acordos de delação premiada e revertidos voluntariamente aos cofres públicos mais de R$ 1,5 bilhão. Segundo ele, as propinas pagas, que teriam sido desviadas dos cofres da Petrobras, somam mais de R$ 6,2 bilhões.

Em sua exposição, Dallagnol lamentou o elevado índice de corrupção no País e o montante elevadíssimo de recursos desviados. “Isso (R$ 6,2 bi) é apenas a ponta do iceberg do que é desviado no Brasil, algo em torno de R$ 200 bilhões de reais, um valor tão alto que não dá pra imaginar o que se faz com tanto dinheiro, poderíamos triplicar os investimentos federais em saúde, educação, segurança.”

A Lava Jato começou com um quadro que evoluiu para a Petrobras e hoje está em outros órgãos públicos, como a Caixa, Angra Nuclear e ministérios, como o Planejamento, disse o procurador. “Hoje, o objeto do caso Lava Jato é a corrupção político partidário, com desvio de dinheiro para fins eleitorais e para engordar o bolso dos envolvidos.” Fonte: Estadão

                        Dallagnol: "poderíamos triplicar investimentos em saúde, educação e segurança"

3 comentários:

  1. Amigo jornalista, tenho acompanhado seu blog atentamente e devo lhe dizer que já sou leitor de carteirinha, muito bom o conteúdo. Em relação específica a este post, gostaria de acrescentar apenas um elemento: a sonegação também é outro ralo do recurso público. O “Sonegômetro'', do Sindicato Nacional dos Procuradores da Fazenda Nacional, uma resposta ao “Impostômetro'', mantido pela da Associação Comercial de São Paulo, batia em R$ 365,5 bilhões, de janeiro de 2015 até a manhã de ontem (15). Grande abraço.

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  2. Tens razão, Chagas Filho. É quem sonega são os grandes, quem deveria pagar impostos. Esse dinheiro sonegado é uma fábula, daria para o Brasil fazer a felicidade de seu povo, investir principalmente em educação e saúde. É essa corja, porém, que manda no país, financia campanhas eleitorais, via caixa 2, e outras patifarias. Volte sempre aqui, amigo. Você enriquece o blog com sua audiência.

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  3. o brasil esta sendo destruído não é pelos políticos desonesto, não, é pelos políticos honesto, por que vê o mal acontecer e não fazem nada. omissão é o mal de tudo.

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