VER-O-FATO: As últimas notícias da reforma ministerial de Dilma são as primeiras

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

As últimas notícias da reforma ministerial de Dilma são as primeiras




No vai-e-vem da reforma ministerial, tudo muda para que tudo continue como está.

Em meio ao fogo cruzado de interesses do PMDB e da aliança entre Jader, Temer e Lula para salvar da degola o ministro Helder Barbalho, Dilma decidiu agir, ou melhor, não agir. Saiu do lugar, mas voltou ao ponto de partida.

Ontem à tarde, ela chamou Helder no Palácio do Planalto  e sinalizou que ele deve permanecer no Ministério da Pesca, o ministério sem verbas e sem visibilidade, mas que dá status regional a Helder para que ele singre seu barco eleitoral rumo a 2018.

Então, no quartel de Abranches, as pedras se movem, quer dizer, permanecem  no mesmo lugar. Até o final do dia, ou antes disso, o placar da rodada é o seguinte: a favor do PMDB, que de seis passará a ter sete ministérios:

Eduardo Braga (cota do Senado) continua ministro das Minas e Energia.

Kátia Abreu (cota do Senado) permanece na Agricultura.

Eliseu Padilha fica na Aviação Civil, que não será extinto.

Henrique Alves ( da cota do vice, Michel Temer) continua dando as cartas no Turismo.

Helder Barbalho continua na Pesca. (Se mudar para Portos, até o final do dia, como pretende Jader Barbalho, poderá deflagrar revolta da bancada do PMDB na Câmara, a quem a própria Dilma havia decidido entregar dois ministérios). Aliás, Dilma disse para o líder da bancada do PMDB na Câmara que Helder iria para uma estatal. Jader, Temer e Lula bateram o pé e não aceitaram o rebaixamento para a terceira divisão do poder.

Artur Chioro (PT) dançou por telefone do Ministério da Saúde, que será entregue a Marcelo Castro (PMDB), como integrante da cota do partido na Câmara dos Deputados.

José Priante (PA) ou Celso Pansera (RJ), um dos dois será ministro dos Portos, hoje uma secretaria ocupada pelo deputado Edinho Araújo (PMDB-SP). Esse segundo ministério integra a cota do PMDB na Câmara, segundo oferta feita por Dilma.

Enfim, este é o desenho, cuspido e escarrado de como ficam as coisas em Brasília. Como política é como nuvem, como já dizia uma velha raposa mineira, é provável que tudo aconteça nas próximas horas. 

Inclusive nada. Para combinar com o retrato do atual governo.

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