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Linha de Tiro - Economista Eduardo Costa - 26/04/2018

domingo, 16 de agosto de 2015

Qual é o grito das ruas, no Pará?

A população do Pará quer protestar contra o governo Dilma, seus desacertos e os escândalos de corrupção na era PT, mas  fica com um pé atrás quando vê que nas manifestações deste domingo pelas ruas do Estado, principalmente em Belém, figuras carimbadas do PSDB estarão em trios elétricos gritando contra malfeitos e roubalheira. 

Não é uma companhia salutar, é lógico. No Planalto, como na Planície, tudo parece dominado. A maioria que estará nas ruas da capital, porém, quer um Brasil melhor e um Pará melhor ainda, livre desses esquemas políticos sórdidos dos quais se beneficiam minorias cínicas e criminosas.  Na situação ou na suposta oposição. O jogo maniqueísta do "somos do bem, e eles, do mal", só engana a incautos.

O verdadeiro sentimento das ruas é de oposição a governos que não respondem a seus anseios e traem a todos que os sustentam com seus impostos. Oposição sem rótulo ideológico. E contra, também, o político oportunista. Aquele que finge estar ao lado do povo, manifesta indignação e  condena assaltos a cofres públicos, no plano federal, enquanto no estadual se beneficia das mesmas maracutaias que diz combater. 

Haja cal para pintar esses sepulcros

A educação vai mal no país e também no Pará, onde o governo é tucano. O mesmo se pode dizer da saúde pública, que em Belém é a pior possível. O transporte está muito abaixo de um padrão decente, o saneamento inexiste, a não ser em bairros nobres, e o Estado não consegue sequer cobrar os impostos daqueles que exploram com voracidade nossas riquezas minerais.

Se o governo de Dilma Rousseff  é pífio, o de Simão Jatene é abúlico; o de Zenaldo, uma piada, e o de Pioneiro, caótico. Como se vê, há muitas semelhanças entre tucanos e petistas. As ruas sabem disso. Joio e trigo estão contaminados pelo mofo da falta de credibilidade.

Se gritar "Fora Dilma", tem que gritar, também, "Fora Jatene".  O resto é conversa pra boi dormir. 

                                 Lá, como aqui, os governos vão mal

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