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Linha de Tiro - Economista Eduardo Costa - 26/04/2018

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Prefeito Ney da Saúde, de Tailândia, está todo enrolado no MP


Enquanto o prefeito de Tailândia, Ney da Saúde (foto abaixo), corre para pintar e recuperar escolas – o que deixou de fazer desde que assumiu o mandato, embora a verba já tivesse sido torrada e as obras, abandonadas -, o Ministério Público intensifica as investigações sobre as denúncias recebidas no começo deste ano e prepara Nota Técnica para ajuizar ações contra ele e seus secretários.
Bajuladores de Ney da Saúde, contudo, têm espalhado em Tailândia que o MP nada comprovou contra a gestão dele. Não é verdade. Muito pelo contrário. As irregularidades são muitas e estão espalhadas por várias secretarias. São várias pastas com documentos e há coisas que até Deus duvida.
O prefeito é refém daqueles que bancaram sua candidatura em 2012. Em vista disso, teve que privilegiar com obras os financiadores da campanha. Aí, deu-se aquilo que, nas igrejas evangélicas, costuma-se definir como “coisas do diabo”. O bolso cresceu, tufou tanto quanto os olhos e a gula pelo dinheiro público extrapolou qualquer senso de decência. Deu no que deu.
Em fevereiro deste ano, produzi uma reportagem de página inteira sobre as maracutaias em Tailândia. Era para ter sido publicada no jornal “Diário do Pará”. Era. Mas não foi. Por ordem do manda-chuva do jornal, Jader Filho, a matéria foi censurada. O engraçado é que havia documentos, comprovando as irregularidades. O prefeito Ney da Saúde chegou a marcar um encontro comigo, para uma entrevista, na qual iria se defender das denúncias, cujos documentos já estavam em poder do Ministério Público.
Ney da Saúde, na minha frente, e tendo ao lado seu fiel escudeiro, Biligran, disse que não iria falar, tremeu nas bases e foi embora. Como o Diário vetou a matéria, acredito que Ney deve ter ido ao jornal pedir penico para Jader Filho. Como o Diário é um jornal político, o prefeito certamente virou um novo aliado dos Barbalho, para dizer o mínimo. Cada cabeça, cada sentença.
As denúncias tinham farta documentação, fotos, editais publicados no Diário Oficial, notas e empenhos. Elas revelam que, em Tailândia, foi montada uma sofisticada, complexa e bem estruturada organização criminosa - composta de empresários, empregados de empresas usados como “laranjas”, e servidores públicos - dedicada essencialmente à obtenção de lucros por meio de fraudes em processos de licitação. Os prejuízos aos cofres públicos, numa avaliação preliminar, alcançam R$ 55 milhões.
“O que temos aqui são coisas muito graves”, declarou ao blog Ver-o-Fato, o procurador de Justiça, Nelson Medrado. Por ordem da desembargadora Vera Araújo Souza, do Tribunal de Justiça, o caso é apurado sob sigilo. Ano que vem teremos eleição para prefeito e vereador. Corre à boca pequena, em Tailândia, que Ney está entre a cruz e a caldeirinha: não sabe se sai ou não candidato a um segundo mandato.
Se eu fosse ele, pedia o boné. O que vem pela frente, nos próximos meses, pode lhe trazer desagradáveis surpresas.



2 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. o diario do para tem disso mesmo, ja passei por isso quando fiz greve de fome pra denunciar os desmandos do macarrao em Belem, na frente do tribunal de justiça, eles nao cobriram a materia da greve pra nao prejudicar o aliado.

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