VER-O-FATO: Jornalistas vão parar novamente "O Liberal" e "Amazônia". Agora por 48 horas

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Jornalistas vão parar novamente "O Liberal" e "Amazônia". Agora por 48 horas

  
Uma nova paralisação, agora por 48 horas, nesta quinta e sexta-feira, foi definida hoje por repórteres e fotógrafos dos jornais "O Liberal" e "Amazônia", diante do descaso com que a paralisação de ontem foi tratada pelas ORM.  O grupo foi notificado pelo Sindicato dos Jornalistas do Pará (Sinjor-Pa) da decisão tomada.
Cinco repórteres e três fotógrafos não apareceram para trabalhar, ontem. Três repórteres e um fotógrafo bateram a ponto. Editores, diagramadores e paginadores trabalharam normalmente, o que já era esperado. Para fechar as duas edições desses jornais que hoje circularam, releases e material local retirado do fundo das gavetas de editores foram usados.
Para não dizer que ignoraram totalmente a paralisação de ontem, as ORM informaram que prepostos estarão nesta quarta-feira, na sede do Sinjor, para homologar a rescisão do contrato de trabalho de dois dos oito demitidos em abril passado pelo jornal "Amazônia". Além disso, as ORM prometem pagar apenas um dos quatro meses que devem da contribuição sindical ao Sinjor.
Na manhã de hoje, atendendo solicitação encaminhada através de palavra de ordem – da vereadora Sandra Batista (PCdoB), com anuência do plenário -, a presidência da Câmara Municipal de Belém concedeu a palavra, durante a sessão ordinária, por cinco minutos, à jornalista Roberta Vilanova, presidente do Sinjor.
Alguns trechos da nota lida no plenário da CM: “ o desrespeito das Organizações Romulo Maiorana (ORM) com os jornalistas dos jornais O Liberal e Amazônia chegou ao limite da compreensão dos trabalhadores. A paralisação de advertência é, uma tentativa de a empresa reunir com o Sinjor-PA para negociar o que já deveria estar pautado há meses, as reivindicações da campanha de data-base 2015, que transcorre em maio”.
Data-base - Os contatos via ofícios e emails entre o sindicato e a empresa vêm desde de abril. O Sinjor vinha cobrando tanto a negociação quanto o cumprimento da cláusula 8ª (Horas Extras) do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). Todos sabem que existe vasto banco de horas, excedente de trabalho que as ORM nem pagam e nem possibilitam a compensação. A novidade é a empresa acusar a categoria de estar “devendo horas” para os jornais.
Paralelo a esse insulto, a empresa não fornece equipamentos de segurança aos repórteres da editoria de Polícia e submete as equipes de reportagem a trabalharem em carros sucateados, sem manutenção, sem película nos vidros e sem ar condicionado, uma frota precária, com bancos soldados e até escorados com pedaços de madeira”. Ressalta-se que há diretores do jornal que andam de BMW e Audi, entre outras marcas importadas.
Calote - O desleixo com o trabalhador é tão grande que a empresa vem dando o calote nas verbas do FGTS, INSS e contribuição sindical. Nos últimos meses, o abuso é tanto que a empresa vem retendo até verbas referentes à pensão alimentícia. Ou seja, quem desconta pensão na folha está sob o risco de ser preso, tudo porque as ORM recolhem e não repassam às famílias.
Dos 12 jornalistas demitidos do Amazônia em abril, as ORM homologaram somente quatro rescisões. Ou seja, oito pais e mães de família foram colocados na rua sem pagamento. 
A entidade sindical enviou ofício ao jornal cobrando explicações para as dispensas imotivadas, assim como para cobrar o pagamento das rescisões aos jornalistas. Mas os diretores das empresas mantém o silêncio.  
O Sinjor-PA denunciou à Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE) e ao Ministério Público do Trabalho (MPT) o imenso atraso no pagamento das verbas rescisórias, bem como outros desrespeitos ao ACT e CLT.  No MPT, teremos audiência agora em agosto.



Nenhum comentário:

Postar um comentário