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Linha de Tiro - 19/04/2018

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Hospital do Guamá, retrato do caos, paralisa por 12 horas

Retrato de horror da saúde pública em Belém, o Pronto Socorro "Humberto Maradei", localizado no bairro do Guamá - onde pacientes enfrentam toda sorte de carências de atendimento, médico e ambulatorial - dá seu grito de alerta em direção ao gabinete do prefeito Zenaldo Coutinho, tentando ser ouvido. 
Sem as menores condições de trabalho e sob estresse diário, os servidores do hospital decidiram paralisar as atividades pelas próximas 12 horas. Desde as 7 da manhã de hoje, apenas 30% do pessoal está atendendo os doentes. A paralisação, de advertência, não tem a adesão dos médicos que lá trabalham, embora o sindicato da categoria tenha emitido nota, apoiando o movimento.
Segundo o Sindsaúde, o sindicato dos trabalhadores que atuam nos hospitais públicos e postos de Belém, o protesto de hoje é para denunciar a sobrecarga de trabalho e a precariedade das condições de trabalho, que teriam se intensificado após os atendimentos serem remanejados para a unidade por conta do incêndio que destruiu parte do Pronto Socorro Mário Pinotti, no dia 25 de junho passado.  
Por outro lado, os pacientes denunciam que o hospital está superlotado, não possui espaços para receber tanta gente, o que faz com que muitos sejam atendidos pelos corredores, ou ocupem leitos onde já estão outros pacientes. Um cenário patético. 
Como se isso não bastasse, os servidores se queixam da falta de medicamentos e materiais de trabalho para procedimentos simples, como suturas e curativos. E reivindicam do prefeito Zenaldo Coutinho o Plano Carreiras Cargos e Remuneração, isonomia salarial, ticket alimentação, realização de concurso público e reajuste dos abonos, além de reformas nos prédios dos PSMs e unidades de saúde.
Dá para perceber que problemas não faltam, até sobram. Assim como as recorrentes explicações do prefeito, que sempre se queixa da "herança maldita" que recebeu do antecessor e ex-aliado, Duciomar Costa. Zenaldo, é bom que se diga, já caminha para o final de seu terceiro ano de governo. Sem obras relevantes para exibir.
A não ser no marketing, na TV, rádios e jornais. Onde o mundo dos habitantes de Belém é o melhor possível. 
  

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