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Linha de Tiro - 19/04/2018

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Ele confessou que era corrupto. E renunciou


"O valor que o vereador ganha aqui, se ele não for corrupto, ele mal se sustenta durante o mês". O autor da frase, verdadeira confissão da sordidez de comportamento de muitos integrantes da classe política, é do vereador Odilon Rocha de Sanção.

Ou melhor, ex-vereador, que ontem renunciou ao mandato que exercia na Câmara Municipal de Parauapebas, aonde, aliás estava proibido de entrar por ordem da desembargadora do Tribunal de Justiça do Pará, Vera Araújo.

Em liberdade para responder a processo, sob acusação do Ministério Público de ter praticado inúmeras irregularidades – fraudes em licitações que, segundo o MP, superam R$ 50 milhões - Odilon obteve autorização para entrar na Câmara e fazer seu último discurso, o da renúncia. 

As galerias da casa estavam lotadas. O povo queria olhar nos olhos do vereador e fitar sua fisionomia, para ver se as faces coravam de vergonha.

Na disso, ele permaneceu impávido. Reuniu os assessores e pessoal do próprio gabinete, anunciando a renúncia. A carta na qual abdicava do mandato que não soube honrar foi no plenário pelo presidente da Câmara, Ivanaldo Braz.

"Nunca é fácil para uma Casa chegar a esse ponto de a gente perder um vereador, o vereador Odilon, mas isso tudo é susceptível do processo legislativo, então nós recebemos com normalidade, fizemos a leitura e convocamos o suplente", disse Braz.

Odilon não faz mais parte da Câmara. Ou melhor, a Câmara livrou-se dele. Precisa livrar-se também de outros edis que se servem do mandato, em vez de servir aos eleitores que neles votaram.

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