VER-O-FATO: Câmara de Belém patrocina mordomias

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Câmara de Belém patrocina mordomias


Soa como escárnio – ou melhor, um autêntico tapa na cara dos trabalhadores de Belém – a decisão do presidente da Câmara Municipal, Orlando Reis, de instituir o tíquete combustível para os vereadores, no valor de R$ 2.880. Além disso, Reis quer aumento no tíquete alimentação dos assessores parlamentares, dos atuais R$ 700 para R$ 2.450, mais de três vezes o valor hoje pago. O total dessa farra com dinheiro público deve superar R$ 2 milhões. 

O presidente da CMB, com essas propostas, ainda pendentes de aprovação do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) – que se espera não aceite carimbar tamanha afronta à imensa maioria dos eleitores que não têm aumento do auxílio-transporte para circular diariamente em ônibus velhos e fedorentos -, tenta agradar a base aliada que apóia o prefeito Zenaldo Coutinho, mas atrai a antipatia da oposição.

Aliás, os opositores que não concordam com tais privilégios deveriam vir a público, da tribuna da Câmara ou mesmo pela imprensa – o blog Ver-o-Fato se coloca à disposição e concede espaço para as vozes sintonizadas com a repulsa das ruas – dizer que abrem mão dessas mordomias, caso sejam aprovadas pelo TCM.

Os atos de Orlando Reis, publicados no Diário Oficial do Município, que de diário nada tem, constituindo-se numa publicação quase “fantasma” e cuja maioria dos eleitores da capital a ela não têm acesso, informam que o tíquete-combustível será usado nos “veículos automotivos particulares” de suas excelências.

Os funcionários da Câmara que não são assessores dos edis estão revoltados com a triplicação no valor do vale-alimentação e se preparam para cobrar explicações de Orlando Reis. 

Uma pergunta demolidora, a ser feita ao presidente, seria a seguinte: por quê os nobres vereadores, tão preocupados com a população, não pagam do próprio bolso o combustível que gastam em suas andanças pela cidade?

 Não vale resposta cínica.



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