sábado, 18 de julho de 2015

ONZE ANOS DE IMPUNIDADE


Há 11 anos, a morte do pequeno produtor rural e ambientalista, Adilson Prestes, continua impune. Ele foi assassinado a tiros por dois pistoleiros, na porta de casa, em Novo Progresso, porque deu nome aos bois, denunciando grilagem de terras, extração ilegal de madeira em reservas indígenas, tráfico de drogas e violência de policiais militares lotados nos quartéis de Itaituba em Santarém.
um dos denunciados por Prestes, mas só agora preso, Ezequiel Castanha, é apontado pelo Ministério Público e Ibama como o maior devastador da Amazônia.
Ele seria o chefe de uma quadrilha investigada que teria provocado prejuízos ao meio ambiente, com a venda de terras e madeira, superior a R$ 540 milhões. O acusado no inquérito de ser o mandante da morte de Prestes, o comerciante José Paulo Leite, chegou a ser preso, mas foi solto para responder ao processo em liberdade.
O caso está paralisado na comarca local.
A família da vítima diz que o processo está caindo no esquecimento.  O Ministério Público ficou com o processo durante 4 anos e somente agora  devolveu ao juízo.
Ivanilde Prestes irmã da vítima e também jurada de morte na região, mandou uma carta à ONU, pedindo ajuda para prender os assassinos e desbaratar o crime organizado que atua no oeste do Pará.
Ela se queixa: "nunca me deram resposta. Corro risco de morte porque aqui em Novo Progresso estamos totalmente abandonados pelas autoridades". O blog tentou falar com o MP e a Justiça da comarca local, mas ninguém retornou as ligações.

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