sexta-feira, 31 de julho de 2015

Jornalistas de "O Liberal" e "Amazônia" vão parar redações na segunda-feira,3

O Sindicato dos Jornalistas do Pará (Sinjor-Pa) soltou nota anunciando que as redações dos jornais "O Liberal" e "Amazônia", do grupo ORM, devem paralisar suas atividades por 24 horas, na próxima segunda-feira, 3. A decisão foi tomada durante assembleia geral, na quinta-feira, 30.

Os jornalistas cobram o cumprimento da cláusula 8ª - Horas-Extras do Acordo Coletivo de Trabalho e a negociação da pauta de data-base 2015 enviada à direção da empresa em abril deste ano. A assembleia geral foi conduzida pela diretora Eliete Ramos, contou com a presença da presidente do Sinjor, Roberta Vilanova, e dos diretores Enize Vidigal, Tarso Sarraf e Andreia Espírito Santo; e do assessor jurídico do Sindicato, André Serrão.

Segundo a nota, a pauta de reivindicações de 2015 propõe cláusulas já conhecidas pela diretoria das ORM, pois referem-se aos mesmos problemas de anos atrás, como a falta de condições de trabalho, precariedade dos carros das equipes de reportagem, falta de equipamentos de proteção individual, como coletes à prova de bala e a necessidade de os jornalistas obterem ganho real nos salários.

A manifestação também visa a cobrar das ORM esclarecimento sobre o banco de horas e protestar contra as diversas irregularidades cometidas pelas ORM, que motivaram denúncias ao Ministério Público do Trabalho (MPT) e Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE) e ações no Tribunal Regional do Trabalho (TRT).  Entre as irregularidades estão o não pagamento das rescisões de oito demitidos, não pagamento das férias em tempo hábil, não repasse de mensalidades sindicais e do imposto sindical descontados dos trabalhadores, etc.

Sindicato e trabalhadores reivindicam transparência no banco de horas e querem saber de que forma o setor de recursos humanos fez a contabilização para concluir que a maioria dos profissionais não tem horas extras, não tem direito à compensação e que ainda deve dezenas de horas de trabalho para a empresa, conforme foi informado, esta semana, pelo RH.

Além disso, os jornalistas foram surpreendidos com a mudança na organização das escalas de trabalho, que, até então, eram feitas em conjunto com os trabalhadores, assegurando a compensação de dez horas extras mensais, quando muito mais horas extras são realizadas no mesmo período.

A presidente do Sinjor, Roberta Vilanova, disse que até o momento a direção das ORM não deu resposta ao ofício 40/2015, de 20.04.2015, enviado por ocasião das primeiras demissões no Amazônia e que solicitava reunião para tratar de assuntos de interesse dos jornalistas das ORM e saber quais são os projetos da Organização para o futuro dos jornais “O Liberal” e “Amazônia” e demais empresas jornalísticas. 

“Afinal, os trabalhadores são parte importante do processo de trabalho e têm direito de saber o que os espera pela frente”, resumiu Roberta.

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